quarta-feira, 30 de novembro de 2016

Atenção: aqui há muita secura XVI

O polícia de trânsito foi preso por roubo. Já esperava. Tinha ido à casa dele e visto todos os sinais.

Nada tema. Há mais secura aqui.

Vanessa

Eu, Vanessa, tenho misofonia

Não tenho a certeza de quando começou. Mesmo antes de trabalhar em transcrição, certos barulhos já me faziam confusão ao ponto de me desconcentrarem. Especialmente aquilo que chamo de micro barulhos. Tipo quando pessoas não conseguem parar quietas e toca de tamborilar os dedos ou bater com o pé ou usar a boca para fazer barulhinhos, como estalidos com a língua, ou amachucar um invólucro repetidamente.

Tudo isso e muito mais causa-me uma espécie de comichão mental. O problema da comichão mental é que não posso abrir o crânio e tratar do assunto com os dedos. Estão a ver o problema, não é? Já vi documentários em que pessoas com misofonia extrema têm reacções muito violentas e eu não me surpreendo.

Há barulhos que só me fazem confusão, mas há outros que não consigo suportar. Os meus ouvidos estão quase sempre ocupados, quer seja com fones, para trabalhar, ver filmes e séries, e ouvir música, quer seja com tampões de ouvidos para não ter de lidar com ruído alheio quando só me apetece o som do silêncio.

Certos ruídos despertam o ser primitivo que há dentro de mim. Um dos piores é o som de pessoas a mastigar ruidosamente, o que invariavelmente acontece quando comem de boca aberta. Já aconteceu ter de sair de uma sala para não ouvir aquele som de uma pessoa a mastigar uma maçã, especificamente devido ao som da sucção após a trinca, para não desperdiçar o sumo da maçã, e o consequente mastigar ruidoso.

Às vezes no cinema tenho de me esforçar para concentrar-me no filme e não no ruído de pessoas a mastigar pipocas ou no som de mãos a escarafuncharem o pacote interminavelmente enquanto as pipocas tamborilam umas nas outras. Nem me falem de pastilhas elásticas e rebuçados sugados com a matraca escancarada.

Felizmente, parece-me que a minha misofonia, que para quem não sabe é aversão a certos barulhos, é "só" uma mania que de vez em quando interfere com o meu bem-estar, mas não ao ponto de agir de forma violenta.

Há por aí mais alguém com os mesmos sintomas?

Vanessa

terça-feira, 29 de novembro de 2016

Minha nossa senhora, que pedra filosofal

Digam-me cá o que vêem vocês na fotografia:

Agora noutro ângulo e com zoom:

Eu acho que este pedaço de rocha é um milagre, porque ali está uma daquelas imagens medievais de Nossa Senhora com o menino Jesus, tipo aqueles vitrais ou quadros em que se achava normal desenhar o menino Jesus com feições de homem feito. Mas confesso que vejo mais Nossa Senhora do que o menino. Foi instantâneo. Assim que olhei para o calhau vi Maria. Mais milagre é porque sou assim para o ateia.

Ver imagens de faces, corpos, animais e etc. onde eles não existem na realidade chama-se pareidolia e eu sofro disso. Excepto que as pessoas com quem estava concordaram que de facto parece estar ali uma imagem religiosa, por isso não sou a única. Se fosse uma torrada, eu nem ligava ao assunto, porque disso já existe e foi um sucesso. Aliás, Jesus farta-se de aparecer em tudo quanto é comida, como mostra aqui o Buzzfeed.

Mas isto é inédito, porque claramente, com os meus olhos de pareidolia, esta é uma imagem medieval da Virgem Maria. Minha nossa senhora. Há aqui toda uma simbologia disposta à filosofagem. 

Estamos no terceiro calhau a contar do sol. Estamos na terra onde se come muito ba-calhau e onde há o ditado da água mole em pedra dura, tanto bate até que fura. Há aquele dito bíblico do "quem nunca pecou que atire a primeira pedra". Depois também se diz que pessoas que alucinam estão pedradas. Todo este post é uma pedrada no charco, na verdade. Mas esta é uma verdadeira pedra filosofal, a J. K. Rowling que me desculpe.

Alguém que escreva agora uma coisa coerente com isto tudo.

Vanessa

How to defend yourself against misleading statistics in the news | Sanne Blauw | TEDxMaastricht




Too long, didn't see | Beware of:
1. Good looking graphs;
2. Polluted polls;
3. Overconfident decimal points;
4. The spectacular statistics;
5. Cocky correlations.

Vanessa

Haja o couver

Ode às couves-de-bruxelas. Adoro couves-de-bruxelas. Tenho pena de quem não gosta. Fim.

Vanessa

Contradições

Já me deram a entender que eu sou aquele tipo de pessoa com aquilo a que se chama resting bitch face. Que frequentemente pareço amuada ou aborrecida. Nessas alturas não sou rápida o suficiente para pegar num espelho e ver a expressão que ostento, por isso não tenho ideia de como pareço. O que têm em comum essas ocasiões é o facto de estar pensativa, mas nem sempre o sujeito dessas frases mentais é algo mau.

Em contraste, são aquele tipo de pessoa que atrai todo o género de transeuntes em qualquer lado, sejam os loucos, os idosos com vontade de falar sobre tudo e mais alguma coisa, as pessoas que precisam de informações, mas felizmente não os carteiristas. Alguma coisa não encaixa, a não ser que existam pessoas masoquistas o suficiente para falar com alguém que tem um ar amuado ou aborrecido. Mas que raio de predicado.

Ainda hoje fui ao café e a funcionária, com quem nunca falei, começou a queixar-se da música de natal, que é muito triste por comparação à música típica da quadra no país dela. Eu assenti, que é como quem diz, acenei e esbocei um sorriso que devia ser para o amarelo. Não é que ela continuou? Fiquei a saber, sem ter de perguntar, o país, os gostos musicais da senhora e muito mais do que me apetecia ouvir. Que era nada.

Já fiz amigos e amigas assim, porque tenho uma dessas caras, pelos vistos não muito amigáveis, mas que atraem pessoas. O meu histórico de amizades casuais é extenso. Há a senhora dos gatos do meu bairro (todos os bairros têm a senhora dos gatos lá do sítio, certo?), uma senhora idosa que por tê-la ajudado a ver o preço do arroz até me ofereceu uma caixa de tricô, o senhor que já foi a Goa e que deduziu pela minha cara que sou filha da minha mãe, que ele conhece; há a senhora que por vezes encontro no supermercado e que faz questão de trocar dois dedos de conversa, ainda que eu nem lhe conheça o nome; um homem e uma mulher que em ocasiões separadas já me viram a ler num banco e que por me perguntarem sobre o que estava a ler acham que somos melhores amigos. Nos tempos de faculdade nem se fala da quantidade de conhecidos transeuntes conheci.

Numa das casas onde morei, uma senhora brasileira de profissão duvidosa, que lá morava também, via-me passar no corredor e chamava-me sempre para fazermos tratamentos caseiros de beleza (que bela máscara de clara de ovo fazia ela). Havia a estudante de arquitectura que me levava a várias galerias de arte só porque lhe disse bom dia uma vez. Uma vez um travesti perguntou-me se lhe podia vender o meu cabelo quando o cortasse e travámos amizade a ponto de ele me convidar para ver o seu espectáculo de interpretação de Liza Minnelli e de eu ir. Quando estagiei num jornal nacional e andava de táxi, fiquei com o número pessoal de pelo menos três taxistas. Também fiz amizade com outra senhora dos gatos e uma dos pombos. Por aí fora.

Algo claramente se passa com o complemento circunstancial, porque há aqui elementos que não coincidem de todo. Se tivesse de escolher entre a opção de ter uma resting bitch face e atrair as pessoas, escolhia a primeira. Eu tenho orgulho de ser anti-social, mas pelos vistos sou um falhanço nesse campo. Ai, vida a minha.

Vanessa

segunda-feira, 28 de novembro de 2016

Museus novamente gratuitos aos domingos de manhã em 2017

Entrar os museus e os monumentos eram gratuito no primeiro domingo de cada mês durante o dia inteiro, mas sempre preferi a entrada gratuita todos os domingos de manhã como era antes. 

Felizmente em 2017 vai ser novamente essa a configuração: museus e monumentos com entrada livre, domingo de manhã e também feriados, até às 14 horas, para cidadãos residentes em Portugal.

Tenho pena que os monumentos de Sintra apenas permitam entrada gratuita aos cidadãos do município e que o Museu Berardo no CCB passe a ser pago no próximo ano. Por outro lado, vi alguém no Facebook comentar que estas medidas de pouco servem se não forem inclusivas, já que nem todos os museus têm acessos para deficientes ou um guia disponível para auxiliar invisuais nos dias de entrada gratuita, por exemplo.

Para os de Lisboa, aqui está um link para uma lista de museus e monumentos na capital.

Vanessa

sexta-feira, 25 de novembro de 2016

Recomendações | The B Temple, Chiado, Lisboa

Ali nas caves da Basílica de Nossa Senhora dos Mártires há um restaurante aconchegante chamado The B Temple. A decoração meio rústica, meio industrial é acolhedora, a comida deliciosa e o serviço excelente. 

Há por ali prateleiras com livros e citações inspiradoras espalhadas pelas paredes e mesas, e até na casa-de-banho. Por falar nisso, a casa-de-banho das mulheres está equipada com um simpático kit com pensos higiénicos e tampões (gratuitos) para alguma emergência, o que achei super inovador e simpático. 

Por falar em simpático, o The B Temple é um daqueles restaurantes onde os funcionários são cordiais e perguntam se está tudo bem com o lugar que escolhemos (queixá-mo-nos do calor e foram logo resolver o assunto) e com o pedido, e depois perguntam se estamos a gostar da refeição. Assim se distinguem os restaurantes. Há aqueles que despacham as pessoas e há aqueles onde nos fazem sentir em casa.

Quanto à protagonista, a carne, sempre Black Angus excepto na opção vegetariana, melhor não podia ser. Só se fosse de borla. É deliciosa. Os preços vão dos 6,80 euros aos 9,90 euros e o menu detalha as gramas de carne em cada opção. Há hambúrgueres e pregos em pão de brioche ou bolo do caco. A opção vegetariana é feita de grão de bico. O único senão é o acompanhamento ser à parte. Ainda assim, voltava lá ainda hoje.

Há ainda uma carta só de bebidas e sobremesas, coisas que terei de provar numa próxima. Qualquer coisa, visitem a página de Facebook do The B Temple. Há por ali mais fotos do que estas:


Nas fotos: um hambúrguer vegetariano, batata doce frita e um prego em bolo do caco.

Vanessa

Sexta-feira bem cinzenta

Olho para as promoções da Black Friday e não consigo decidir se sou anti-consumista ou só anormal. Por exemplo, uma loja de cosméticos oferece três produtos na compra de três. Eu não uso seis produtos de maquilhagem no total sequer. Na verdade, não preciso de nada neste momento nesse campo.

Como uso as coisas até elas se desfazerem, não preciso de nenhum aparelho. Um telemóvel dava jeito, mas o meu Android com teclas é-me tão querido há cinco anos que gostava que durasse mais uns cinco ou dez. O meu portátil sobreviveu seis meses na Índia, por isso também deve durar uns anos.

Não vejo televisão, não preciso de um tablet, nem de qualquer tipo de ecrã. Móveis até há demais cá em casa. Livros também, mas seria a única coisa capaz de comprar esta Black Friday, isso sim.

Só mesmo os Americanos para inventarem um dia de compras loucas e consumismo desenfreado logo no rescaldo de uma festividade em que se celebra a gratitude pelo que se tem. 

Eu muitas vezes sou ingrata em relação ao que tenho, mas não é por isso que me vou sujeitar à confusão das compras e às filas intermináveis. Para mim esta é só uma sexta-feira cinzenta e nada mais.

Vanessa

quinta-feira, 24 de novembro de 2016

Catarse em memes X | Especial Cozinha e Gastronomia

Atenção: aqui há muita secura XV

Dormir é o meu dom natural. Até consigo fazê-lo de olhos fechados.

Porque uma piada seca nunca vem só.

Vanessa

Blogues procuram-se

Tenho tido dificuldade em encontrar blogues interessantes para ler, coisa que já foi bastante fácil. No meu antigo blogue ainda lá está uma lista de blogues que gostava de seguir, todos em português e todos de certa forma parecidos com o meu. Entretanto afastei-me da blogosfera e parece que todo o mundo se especializou.

O que mais há é blogues de beleza e estilo de vida, mas muito virados para tendências e compras. Há os de culinária, todos virados para esse campo e nada mais. Há os de literatura e sempre muito aborrecidos. Todos eles parecem apostar forte na publicidade e em parcerias. O que os blogueiros parecem não ter compreendido é que os blogues melhor sucedidos não se ficam por apenas uma temática. São até bastante generalistas.

Portanto, tal como acontece com a literatura, fico-me pelos blogues em inglês ou pelo Medium ou pelos blogues que já seguia antes. Confesso que por vezes visito os blogues bem-sucedidos também. Acredito que haja por aí bons blogues que estou a perder, mas devem andar bem escondidos, que eu não os encontro.

A alternativa é isto dos blogues estar pela hora da morte. Espero que não.

Vanessa

terça-feira, 22 de novembro de 2016

Ora vamos lá transformar isto num blogue de lifestyle com uma sopa de abóbora e fotos de comida

Se há coisa que nunca procurei na internet foi receitas de sopa. Para mim sopa é misturar num tacho uns legumes a gosto, com sal, água e azeite, e passá-los até ficarem puré. O truque está na quantidade de cebola e alho, e quem sabe algumas ervas aromáticas e condimentos, e em não usar cubos de caldo.

Quando chega o Outono, o que me apetece é pôr abóbora em tudo, por isso comemorei o tempo frio aqui há dias com uma sopa de abóbora. Certa vez vi o Jamie Oliver fazer uma sopa com um aspecto tão bom que jurei que um dia ia experimentar. Mas aquilo dava uma trabalheira. Era de abóbora, mas os ingredientes iam primeiro ao forno antes de irem para o tacho. Ninguém tem tempo para isso, não é verdade?

Esta sopa que fiz leva abóbora-menina, aquela não nos desloca o ombro quando a levamos para casa depois das compras, batata, cebola, bastante alho e um pimento amarelo que estava a murchar no frigorífico. Foi tudo refogado com azeite, antes de levar com um banho de água fria para cozer, e depois passado.

Servi com pevides de abóbora tostadas (mais uma vez tive preguiça de usar o forno, por isso usei uma frigideira), uma bruschetta aldrabada, com tomate, pimentos, manteiga de alho, queijo mozarela, jalapeño em conserva e óregãos (leva-se aquilo a tostar e como o forno estava muito bem quieto, usei o grill do microondas) e uns rolinhos feitos com tortilhas de trigo, presunto, queijo e folhas de espinafre, tudo tostado também.

Basta-me agora incluir umas fotos para isto ser oficialmente um blogue de lifestyle, não é?


Vanessa

Como aproveitar a Black Friday sem sair de casa

Comprar online é a melhor forma de evitar a confusão e as filas da Black Friday, que felizmente também já é moda em Portugal. Como estamos a caminho do natal, é também uma forma de adiantar presentes com os descontos típicos do dia. Hoje em dia a Black Friday não é um só dia, mas uma semana inteira.

O Book Depository já tem no site vários descontos em livros em inglês. Aqui está o link para as promoções. Os portes são gratuitos mundialmente, mas para Portugal a entrega demora cerca de um mês.

No Better World Books os descontos vão até ao dia 27 de Novembro. Para compras internacionais o desconto é de 15% na compra de cinco ou mais livros e basta usar o código BFRIDAYSALE no checkout. Aqui está o link para a página dos descontos da Black Friday. Também este site não cobra portes de envio.

A Amazon dá uma ajuda e disponibiliza uma aplicação para acompanhar as últimas promoções. Link para a aplicação aqui. As promoções para esta semana da Black Friday são variadas e estão nesta página. Atenção que a Amazon cobra portes de envio, mas pode ser que os descontos compensem.

Boas compras.

Vanessa

Os jogos da fome

Chegou aquela altura do ano. A temida altura do ano. Três palavras: comida, comida, comida. Chegou a altura do ano em que tudo o que se combina e marca na agenda tem que ver com comida directa ou indirectamente.

Lá fora está frio e quiçá chove torrencialmente. Onde quer que esteja, estou a comer. Ora se marca uma ida ao cinema (pipocas) ou uma visita a uma casa de chá (scones) ou um café (pretexto para lanchar) ou logo abertamente um almoço ou um jantar (ou quem sabe um brunch), ou uma ida a um museu perto da hora de uma das refeições (ora deixa cá ver o que há aqui pertinho para experimentar depois disto).

Eu acho que começa no Outono (castanhas) e depois o São Martinho como ponto de partida para encontros (temos de aproveitar a época das castanhas, que é tão curta) e depois uma pessoa fica viciada e não quer outra coisa. Haverá melhor passatempo que encontrar amigos e partilhar uma refeição? Eu acho que não.

Vanessa

segunda-feira, 21 de novembro de 2016

Avaliação Literária | A Conjura de José Eduardo Agualusa

A história e as estórias de uma colónia portuguesa, mais precisamente a velha cidade de São Paulo da Assunção de Luanda, numa época "em que todos os sonhos eram ainda possíveis". Várias personagens cruzam caminhos e vários relatos se interligaram em A Conjura. A narrativa é cativante e viciante.

No entanto, tantas eram as personagens que foi difícil acompanhá-las devidamente. Ainda assim, Agualusa é mestre em descrevê-las em mágicas palavras, conjugando termos do dialecto africano e o português.

O imaginário angolense mistura-se com uma prosa viciante, com coloquialismos que embrulham o enredo em fábulas deliciosas. A história enreda-se em tudo isto sob a forma de relatos que abrangem os anos entre 1880 e 1911, até uma tentativa frustrada de independência que termina em tragédia(s).

José Eduardo Agualusa nunca deixa a desejar, a mim pelo menos. 

8/10


Vanessa

quinta-feira, 17 de novembro de 2016

How to Get Away with Murder

Esta série tem tanto drama que é perfeita para desanuviar. How to Get Away with Murder retrata a vida de uma advogada e professora de direito com métodos extremos e os seus alunos. Há aqui uma mistura de justiça criminal e coisas muito inverosímeis que são twists perfeitos que deixam uma pessoa enervada, mas em bom.

O factor choque é um dos elementos mais usados na série, mas uma pessoa nem fica farta. Para começar, o enredo parte sempre de algo surpreendente, tipo um crime, e depois retrocede para contar os factos que levaram até aí. Cada uma das personagens principais e até as secundárias são super bem desenvolvidas, o que leva uma pessoa a favoritar uns ou outros, porque se percebe perfeitamente os seus motivos.

Acho que não é uma série para ser levada a sério, tipo o Dr. House. A ética é posta de parte, especialmente porque a personagem principal, interpretada pela estupenda Viola Davis, é complexa e não muito dada à moral e bons costumes, o que a leva a defender clientes muito duvidosos e a tomar decisões até bizarras para ganhar os seus casos. How to Get Away with Murder é o nome que a protagonista dá à sua aula de direito, vejam só.

O único senão da série é deixar sempre uma pessoa pendurada e com vontade de mais. Há com cada revelação que não é possível não querer ver mais um episódio, mas depois o ciclo é vicioso. Ainda estou na segunda temporada, mas já tenho pena de quando não tiver mais episódios para ver. Snif.

Vanessa

quarta-feira, 16 de novembro de 2016

Pop Galo de Joana Vasconcelos em Lisboa

A escultura Pop Galo de Joana Vasconcelos está na Ribeira das Naus, em Lisboa, até ao final de Novembro, com os seus imponentes 10 metros de altura e 3,7 toneladas de peso, 17 mil azulejos da Fábrica Viúva Lamego e 16 mil lâmpadas LED, assim como uma função interactiva através de QR Code, que permite mudar a cor das luzes e a música. Eu vi o galo de dia, mas não deixa de ser uma obra brilhante, quando se lhe bate o sol nos azulejos.


Vanessa

Estar em dois sítios ao mesmo tempo é possível

Sítio é a versão portuguesa de site. É possível estar em dois sites ao mesmo tempo. Todos sabem. É também possível estar num sítio real e noutro virtual ao mesmo tempo, mas depende do que entendem por estar.

Já perdi a conta ao número de vezes em que estou com uma pessoa e a pessoa não está comigo, porque claramente o que lhes mostra o ecrã do telemóvel é mais interessante, algo de que não duvido.

Se for um daqueles casos em que cada um está a fazer a sua coisa, nem há mal nenhum. Se a pessoa partilhar a experiência comigo até deixo passar. Do tipo, "Olha-me isto, tão engraçado/emocionante/interessante".

Se for alguém que me é próximo até me queixo ou dou uma dica. Se não for, não volto a repetir o erro de sair para conviver para depois estar com um zombie. Se me queixo e a pessoa ignora, já não digo mais nada e internamente a pessoa desce na minha consideração. Mas isto está a tornar-se comum.

O ser humano é atraído por coisas dois em um. Muitas funções num objecto, remixes de comida, tipo os cronuts, e multitasking, mas este último é um mito e se não acreditam é porque estão a prestar atenção noutra coisa além disto. Atenção a 100%, só a uma coisa. Não há isso de conseguir usar um ouvido para uma coisa e o outro para outra ou ouvir alguém enquanto se lê as notícias ou se vê fotos num mural social.

Os aparelhos criados para nos facilitar a vida estão a tornar-se distracção, e pior, substituição. Enquanto seja possível estar em dois sítios ao mesmo tempo, não é possível interacção a 100% com os dois nem uma sã convivência humana. Eu até acho que já somos ciborgues assim, sem chips no cérebro.

As pessoas andam tão ligadas que se desligaram, entre likes e corações e partilhas e perseguições virtuais e vidas melhores e corpos melhores aparentemente apenas. Ao menos nisso, nada mudou. Seja o que for que é do vizinho continua a ser melhor. Mas será que em terra de cego, quem tem olho ainda é rei?

Vanessa

terça-feira, 15 de novembro de 2016

Promoção no The Book Depository

The Book Depository é mais um dos afiliados deste blogue. O site está neste momento com uma promoção que vai até aos 35% de desconto nos últimos êxitos de vendas. Clicar aqui para aceder à página.

O Book Depository não cobra portes de envio e habitualmente demora cerca de duas semanas a partir do momento da compra até que os livros cheguem a casa para quem vive em Portugal. É um dos sites que mais utilizo para comprar livros online em inglês. Mais ideias sobre onde comprar livros na internet aqui.

Podem encontrar aqui várias reviews dos livros que tenho lido. A partir de agora vou passar a incluir links directos nas reviews, para que possam aceder a páginas onde esses livros estão à venda a preços bons.

Boas leituras.

Vanessa

Cena hardcore

Olho para os anúncios de emprego e pergunto-me se tenho as skills necessárias. No fundo, até acho que tenho know-how, mas depois a performance e o task flow podem deixar a desejar. Devia ter tirado o curso numa school of journalism e não numa faculdade de jornalismo. Talvez assim juntasse as hard skills às soft skills. Melhor ainda, devia ter tentado os jobs for the boys, apesar de ser mulher e nem ter cunhas ou padrinhos.

Não tenho a quem pedir input sobre isto, mas ouvi dizer que ter trabalhado numa linha outbound de um call center dá um jump start a qualquer candidato. O problema é que não sei a que me candidatar. Na minha área precisam é de video editors e designers e media managers. E outras coisas que nem sei o que são.

O que está a dar é ser empreendedor e criar startups. Mas não tenho prática em product development nem em criação de software. A verdade é que não sou wireless o suficiente, tenho sempre strings attached, nem apta para o nível de multitasking que o empreendedorismo acarreta. Prefiro continuar freelancer

Ser empreendedor é para mim o equivalente a dar um salto de bungee-jumping. Pode também ser uma questão de background. Os mass media estão a embelezar demasiado o tema. É tudo marketing. É preciso investimento e trabalho full-time. Part-time só se não houver mais opções. Também é preciso timing.

Não tenho nada dessas coisas, mas tenho uma skill que está muito na moda hoje em dia: usar estrangeirismos a torto e a direito, que é como quem diz a right and left. Props para mim.

Vanessa

Honest Meditation

Enjoy. You're welcome.




Vanessa

segunda-feira, 14 de novembro de 2016

sexta-feira, 11 de novembro de 2016

As coisas novas estragam-se mais rápido do que antigamente

Intuitivamente sei que é verdade. As coisas que compramos hoje em dia parecem ter um tempo de duração mais curto do que coisas que comprámos há pelo menos mais de uma década. A lógica é pensar que desde a revolução industrial o material tornou-se mais fraco para diminuir custos de produção.

Mas e se os produtores estiverem a diminuir o tempo de duração dos produtos de propósito para acelerar o consumo? Não é um mito e tem um nome: obsolescência programada. Por vezes nem se trata da qualidade do material utilizado. Hoje em dia é comum aparelhos electrónicos ficarem obsoletos em matéria de anos.

A lâmpada do meu candeeiro de secretária fundiu-se em três anos, apesar de prometer oito anos. A verdade é que não importa os anos, mas as horas de utilização, que a embalagem me informou ser de 8000 a 10 000. Se presumirmos que é 8000, isso dá 1000 horas por ano ou umas duas horas e meia diárias de utilização.

As minhas noites são longas, por isso é claro que ultrapassei a medida. Conclusão, tive de comprar outra lâmpada. Desta vez escolhi uma da marca Philips, em vez de uma de marca branca, ainda que seja também economizadora e LED. Esta promete 10 000 horas. Presumo que daqui a três anos terei de comprar outra.

Nos Estados Unidos há uma lâmpada acesa há 115 anos, desde Junho de 1901, num quartel de bombeiros na Califórnia. É possível ver a lâmpada acesa em directo neste site. Já não se fazem coisas assim, não é?

Antigamente as meias de licra não rompiam como agora. As impressoras têm um chip que contabiliza o número de páginas impressas e bloqueiam depois desse número. O manual da minha máquina fotográfica garante 100 000 cliques de qualidade. Os telemóveis desactualizam no espaço de um ou dois anos.

São coisas que toda a gente que eu conheço instintivamente sabe, pelas conversas que temos. Este tipo de incentivo ao consumo não é saudável senão para quem vende os produtos, como é óbvio. Além disso, está cada vez mais difícil encontrar ocasiões em que reparar compense. Mais vale comprar novo.

Nos anos 1920s, o cartel Phoebus, decidiu encurtar a vida às lâmpadas, porque eram demasiado duradouras. Hoje em dia, a Philips, empresa que fez parte do cartel, lançou uma lâmpada LED que dura 20 anos. A família fundadora da Philips é agora abertamente contra a obsolescência programada. Eu cá não confio.

O lado positivo da obsolescência é a massificação dos produtos, o que baixa os preços e aumenta por isso o poder de consumo pelos estratos sociais mais baixos, e também o emprego que gera com a constante produção. O lado menos positivo é a falta de sustentabilidade. Pesem-se os pratos da balança. Valerá a pena?

Eu penso que não. Não me importava de ver mais produtos como o telemóvel modular da Google (conquanto se estandardizassem todas as peças) abrangidos a aparelhos vários, onde pudéssemos substituir apenas uma peça que falhasse ou repará-la, equipamentos que não ficassem fisicamente obsoletos tão facilmente (não falo de modas porque a isso não ligo) e, neste momento, uma lâmpada que nunca fundisse. Isso é que era.

Vanessa

quinta-feira, 10 de novembro de 2016

Mitos dos tempos modernos: somos o que fazemos

Não, não e não. Não somos o que fazemos. Porque nem todos fazem o que querem. Porque somos mais complexos do que a soma do que fazemos ou adquirimos ou produzimos. Primeiro somos humanos.

Não é pouco comum perguntar-se desde logo a profissão quando se conhece alguém, porque está enraizada em nós a crença de que podemos conhecer um pouco das pessoas se soubermos como se sustentam.

Considero-o uma forma muito empobrecida de reconhecimento, porque o estatuto social está mais do que ultrapassado e é disso que se trata definir as pessoas pela profissão ou pela empresa onde trabalham.

A verdade é que nem todos podem fazer o que querem e ser o que fazem. Muitos de nós fazem apenas o que podem para pagar contas e financiar lazer. Por isso o que fazemos não passa de um meio para atingir o fim. 

É a forma como o fazemos e o fim que atingimos que mais nos define. São os passatempos com que nos ocupamos que dizem mais sobre nós. É o que fazemos voluntariamente, a troco de prazer e não de dinheiro.

Se fôssemos o que fazemos, o que seriam as pessoas que varrem lixo ou limpam os esgotos? Somos todos mais do que o que fazemos. Somos todos um pouco de tanto, que o que fazemos nem devia ser critério.

Tudo isto é importante por quê? Para que nos lembremos de não levar tanto a sério os falhanços profissionais e os erros que cometemos em contexto de trabalho e a estagnação e tudo isso que nos preocupa.

A crise, a crise é uma coisa de valores e não de ofícios. A crise é não podermos fazer mais do que o que nos contenta porque temos de fazer mais do que o que nos sustenta. Porque é assim a vida.

Eu cá gosto mais de saber o que fazem os meus amigos quando não estão a trabalhar. O trabalho é só uma prisão que nos tranca umas horas diárias para que depois nos possamos focar na felicidade.

Mais:

Vanessa

quarta-feira, 9 de novembro de 2016

Avaliação Literária | Fazer de Morto de Frederico Pedreira

Nunca tinha lido coisa alguma de Frederico Pedreira ou livros da editora Língua Morta, mas agradou-me o design e logo o primeiro parágrafo. Ainda assim, terminado o livro, não sei como o descrever.

Fazer de Morto conta algumas peripécias de Fernando, um escritor claramente angustiado, que se vê, parece-me, afogado em desânimo e desinspiração. As ilustrações do livro, da autoria de Bruno Dias Vieira, dão algumas pistas entre capítulos, mas ainda assim é difícil por vezes perceber o que é metafórico e o que é real.

O autor do livro já publicou pelo menos três volumes de poesia, o que se percebe pela prosa, sempre poética e algo abstracta, com descrições bizarras de personagens e estados de espírito. Não foi, por isso, um livro fácil de ler, mas muitas das passagens compensaram essa dificuldade com uma atmosfera envolvente.

Gostei da leitura, mas apenas me ficam na memória dois ou três pormenores da estória, traços gerais dos protagonistas, pedaços do enredo. Tudo o resto pareceram-me desabafos, talvez autobiográficos, ou quem sabe divagações poéticas na pele de personagens difíceis de crer ou sequer perceber.

É sempre interessante comprar assim um livro por acaso, especialmente quando não se conhece o autor. Este foi um feliz acaso. Talvez tente ler novamente noutra altura. Há aqui frases que merecem ser saboreadas.

7/10

Anterior:

Vanessa

Isto é para os apanhados?

Desde 2000 muita coisa aconteceu que me fez questionar a realidade. 2016 superou todas as más expectativas. Do 11 de Setembro ao 9 de Novembro, hoje, com várias outras datas que já nem me lembro, mas cujas consequências ficaram. Tanto mudou, tanto vai ainda mudar, pelos vistos. Às vezes penso que certas notícias são uma versão gigantesca do Inimigo Público ou algo do género. Que vou encontrar em letras minúsculas que são obras de ficção e que qualquer semelhança com a realidade é pura coincidência. Quando isso não acontece, penso que é para os apanhados. Está assim tão esquisita, a realidade, que penso isso.

Vanessa

terça-feira, 8 de novembro de 2016

Os amigos dos amigos (amigos de segundo grau)

Tenho mais amigos de amigos do que amigos meus. É confuso sem explicação. Amigos dos amigos são aquelas pessoas que vemos porque são trazidas por amigos nossos e que só vemos nesse contexto. Enquanto que os amigos vemos quando quisermos, os amigos deles vemos quando os nossos amigos os convidam.

É bom ter amigos de amigos. Eu chamo-os de amigos de segundo grau. São pessoas suficientemente parecidas connosco, até porque são amigos dos nossos amigos e por isso deve haver alguma semelhança de personalidades, mas são também de outras origens, o que cria conversas muito interessantes.

Os amigos de segundo grau são quase como os namorados dos nossos amigos, excepto que há menos pressão para gostarmos deles, a não ser que sejam melhores amigos dos nossos amigos, caso que já complica a equação, porque o tempo é limitado e por isso vai haver muita convivência se quisermos ver os nossos amigos.

Já me aconteceu uma ou outra vez ficar muito amiga de um amigo de segundo grau, o que depois gerou uma amizade de primeiro grau. É um terreno sensível, este. Implica, por exemplo, conversar à parte sem o amigo de primeiro grau que nos apresentou, e algumas vezes sem a presença física desse amigo.

Eu tenho mais amigos de amigos do que amigos meus porque os meus amigos são extremamente afáveis e têm por isso muitos amigos. São afáveis o suficiente para juntar todos os grupos de amigos e depois vejo-me em situações em que tenho de perguntar sobre coisas que da parte dos meus amigos até já sei de cor.

Às vezes até parece que voltei a exercer jornalismo, quando encontro amigos novos de amigos meus. Fazem-se aquelas perguntas normais, fica-se a conhecer as semelhanças e as diferenças, ou então fala-se só do tempo e das notícias e de filmes e livros, e acabamos sem saber os outros básicos. Também é bom.

Eu aconselho ter amigos de segundo grau. É assim uma forma de desenjoar e desanuviar. Ficamos a saber ainda mais sobre os amigos de primeiro grau. Ficamos a admirá-los mais. Conhecemos de perto personagens de outras peripécias. Fazemos aquilo do netkworking. Apresentem os vossos amigos uns aos outros e vejam como é.

Vanessa

Promoção nas próximas 48 horas no Better World Books

Novembro é uma boa altura para adiantar as compras de natal, especialmente se as compras forem online, para dar tempo que cheguem. O Better World Books, site norte-americano de que já tinha falado aqui e que é afiliado deste blogue, está com uma promoção de 20% nos livros usados durante as próximas 48 horas em compras de cinco ou mais livros. Aqui está o link para o Bargain Bin (cesto de pechinchas, em português).

Uma vez que compro livros no site, sei que os livros demoram cerca de três semanas a chegar a Portugal. O site tem opção de embrulho e cartões de oferta também, por isso é um sítio bom para comprar prendas, mas o ideal é ser nesta altura porque os correios normalmente ficam atolados na época festiva.

Outra opção para quem vive em Portugal é comprar livros no site britânico do Better World Books, onde a promoção é de 10% na compra de cinco ou mais livros também nas próximas 48 horas.

Um é em dólares, o outro em libras, mas ambos aceitam pagamentos com PayPal e cartão de crédito ou débito. Mais informações aqui. Já fiz compras nos dois e recomendo. O site britânico normalmente é mais rápido na entrega (cerca de duas semanas) mas o pagamento em libras é um senão.

Ambos os sites também vendem livros novos. Atenção que a maioria dos livros é em inglês, portanto são para pessoas que como eu preferem ler neste idioma, especialmente se for o de origem.

Vanessa

Pronto, também tenho de falar da Web Summit

O Pop Galo de Joana Vasconcelos foi inaugurado no domingo já caída a noite. Na altura de ligar as luzes, o comandou não funcionou. Estava sem pilhas. As luzes acabaram por ser ligadas directamente no quadro eléctrico. "É a representação daquilo que nós queremos que seja bem a nossa imagem, a imagem de um país moderno, mas que é um país que não perde as suas raízes (...)", descreveu na inauguração o primeiro-ministro António Costa. Eu acrescento: um país onde há quem se esqueça de colocar pilhas num comando.

Não se fala noutra coisa senão da tal de Web Summit, onde logo no primeiro dia cerca de três mil pessoas terão ficado à porta do Meo Arena por terem chegarem tarde. O presidente e fundador do evento pediu para que os presentes transmitissem a cerimónia através da internet. Paddy Cosgrave tentou depois exemplificar, mas estava ligado à rede wi-fi errada e teve logo um fail em palco. Ups. Na mesma cerimónia pediu também para que as pessoas chegassem mais cedo. Ele próprio tinha chegado meia hora atrasado ao palco.

Pior, o metro tem estado congestionado com pessoas a não conseguirem entrar e o trânsito tornou-se ainda mais caótico, apesar de a autarquia ter garantido que havia capacidade para receber mais as 50 mil pessoas previstas. Pior ainda, há relatos nas redes sociais, de portugueses e estrangeiros, sobre problemas à entrada da Web Summit por falta de lugares e organização, num evento que não é propriamente barato.

Tudo isto nos ensina que ainda temos muito de aprender. Somos excepcionalmente competentes a improvisar e desenrascar, mas depois as coisas não correm como deveriam. Creio que a Web Summit é um evento fantástico de se receber, mas calculo que seja também importante voltar a recebê-la nos próximos anos. Para isso é necessário que não existam erros assim. Tenho lido notícias que até me envergonham.

Vanessa

segunda-feira, 7 de novembro de 2016

Ganhar dinheiro na internet | É possível?

"Como ganhei X em X dias, a trabalhar a partir de casa." São quase sempre assim aquelas mensagens de spam que se vêem em caixas de comentários ou no título de artigos em sites e blogs duvidosos. Embora os números sejam sempre exagerados, ganhar dinheiro online não é absurdo. Afinal de contas, quem tem ligação à internet, tem um mundo no computador. E hoje o dia o mundo não é apenas feito de locais físicos.

Há três formas de rendimento na internet:
1. Trabalho online: seja pela angariação de clientes num site pessoal ou obtenção de projectos em sites de trabalho. X número de horas valem X ou X projecto final vale X.

2. Rendimento passivo: obtido através de lucros gerados por publicidade em páginas que tenhamos criado, ou pela venda de produtos (livros, bijutaria) e serviços (cursos, consultoria) que criámos uma vez e vão rendendo.

3. Zona cinzenta: chamo-a assim porque há sempre formas variadas de obter rendimento pouco convencionais mas eficazes que contêm um pouco de um ou dos dois pontos anteriores, como jogos online, incluindo casinos, vídeos no YouTube, PCP (pay per click), venda de likes no Facebook, inquéritos, etc.

É claro que o nirvana é a combinação das três formas, com uma pitada de paciência para estudar todas as opções e outra de tempo para criar uma personalidade online que seja confiável. Tendo experimentado exemplos das três, concluí que o trabalho online é a forma mais segura e produtiva de rentabilizar a internet.

Por que razão prefiro o trabalho online? Em primeiro lugar porque o único risco é a perda de tempo, seja com sites que não são como parecem ou clientes que querem produtos mas não querem pagar. Em segundo lugar, porque não envolve investimento financeiro e se envolver, desconfiem e/ou fujam.

Terceiro, porque não há nada como o trabalho. Toda a gente sabe que não existem milagres e que o dinheiro não cai do céu. O rendimento passivo pode ser demorado e na zona cinzenta abundam oportunidades para se perder tempo, e esperemos que apenas tempo e não dinheiro. Por isso, eu voto no trabalho.

É possível ganhar dinheiro na internet e fazer isso a tempo inteiro. É preciso investir tempo e ter muita disciplina para o fazer, mas por exemplo para quem está desempregado, tempo não falta para experimentar e a internet é já quase uma necessidade básica hoje em dia e é possível aceder ao mundo online de várias formas.

Não acreditem é que seja possível fazer um milhão, muito menos em tempo recorde, ou que haja almoços grátis, como se diz, ou que existam formulas mágicas para o fazer. Trabalhar dá trabalho.

Vanessa

sábado, 5 de novembro de 2016

Mais nervos gramaticais

Dos nervos gramaticais vocês gostaram.
Já são quase 400 visitas a esta postagem.
Mesmo com o desabafo, os nervos não melhoraram.
O mau português não é coisa de passagem.

Vejo com cada uma que fico boquiaberta,
Desde erros desculpáveis aos sensacionais.
A língua portuguesa não é tão incerta,
Que se aceitem improvisos experimentais.

Se eu fosse médica gramatical,
A prescrição era sempre um dicionário.
Até para uma escrita normal
É preciso um esforço literário.

Se não sabes o que está errado
Usa o FLiP online ou o Word no computador.
Eles sublinham o que deve ser alterado.
É grátis, fácil e indolor.

Se não queres trabalho, assim seja.
Ñ te poço proibir de xcrvr dxta forma.
Mas olha, se queres tudo de bandeja
Um dia podes não ter reforma.

Se achas que não tenho "haver" com o assunto,
Que sou "esagerada" e não "mereçes" a achega,
O português está em vias de ficar defunto
E para te perceber eu vejo-me grega.

Sem nem sabes escrever em português,
Faz-me por favor a delicadeza
De não tentar comunicar em inglês.
Os teus erros estragam-me a beleza.

Qualquer dia ninguém se entende
Porque a pontuação dá trabalho.
Olha que as vírgulas são o que te defende
De soares como um paspalho.

A falta de acentos só mostra preguiça.
E dificulta muito a leitura.
Escrever mal assim é uma injustiça
E dá cabo da nossa cultura.

Apelo mais uma vez à vossa consideração
Para salvarmos o português da desgraça.
Por isso façam das tripas coração
Para que o nosso idioma não se desfaça.

Anterior:
Nervos gramaticais

Vanessa

quinta-feira, 3 de novembro de 2016

Doctor Strange é oficialmente o meu filme preferido da Marvel

Das cenas de acção à estória e passando pelo humor, Doctor Strange é o meu filme preferido de sempre da Marvel e a culpa é do realizador Scott Derrickson, escritor e realizador de outros filmes de que gostei como O Exorcismo de Emily RoseSinister - Entidade do MalDoctor Strange tem o meu universo favorito.

No primeiro acto do filme conhecemos Stephen Strange, um médico com muita habilidade de mãos e tanto sucesso quanto arrogância, que perde a destreza devido a um acidente. À medida que a sua vida se desmorona e Strange recorre àquilo que pensa ser uma terapia alternativa, o rumo da estória muda para o sobrenatural.

Os efeitos especiais estão fantásticos, ainda que por vezes demasiado óbvios, e as cenas de acção contêm das melhores coreografias que já vi. Toda a cinematografia é uma obra de arte, especialmente no que toca às cenas mais abstractas do enredo, que lidam com dimensões paralelas, e tempo e espaço.

O diálogo é dinâmico e bem-humorado. De vez em quando roça o humor fácil e despropositado, mas é geralmente bem colocado nas cenas. Infelizmente o trailer estragou a melhor tirada humorística do filme.

O vilão é convincente, mas é apenas descrito em traços gerais. Gostava de ter visto mais dele. Todas as outras personagens, que não são muitas para um filme da Marvel, são carismáticas e bem desenvolvidas.

Gosto particularmente de Strange como personagem pela sua ambição de conhecimento. Ainda que seja algo ufano e presunçoso, é também movido pela vontade de melhorar o mundo e melhorar-se a si também.

Houvesse mais filmes assim.

Vanessa

Bohemian Rhapsody (Sung by 260 Movies)

This deserves to be seen. Wow.



Vanessa

Lisboando pelo Elevador de Santa Justa, Museu Arqueológico Do Carmo e ruelas

Lisboa consegue ser caótica e descontraída, peculiar e simples, ziguezagueante e geométrica. É assim um bocadinho de tudo ao mesmo tempo. O que mais gosto de Lisboa é que se deixa fotografar, mas depois quando se revela na fotografia parece um quadro pitoresco, com uma mistura de cubismo e impressionismo e fauvismo. É assim um bocadinho de tudo ao mesmo tempo. Ora vejam se assim não é:

Mais fotografias de Lisboa:

Vanessa